Familia Dos Instrumentos Musicais
A família dos instrumentos musicais organiza os sons do mundo em grupos lógicos, facilitando o estudo, a prática e a apreciação musical. Classificar os instrumentos ajuda o iniciante a escolher um primeiro rumo, ao músico experiente a entender orquestrações e ao curioso a explorar culturas e estilos. Neste artigo, você conhecerá as famílias principais, as subdivisões, características de cada uma e dicas para identificar qual se encaixa no seu caminho musical.
Sistemas de classificação: por que existem mais de uma família
A primeira curiosidade sobre a família dos instrumentos musicais vem da pergunta: por que há sistemas diferentes? O modelo mais comum no Brasil e em muitos países é a classificação Hornbostel-Sachs, que divide por como o som é produzido. Já algumas escolas usam critérios como construção física ou função cultural. Entender isso ajuda a não confundir termos ao longo da jornada musical.
Hornbostel-Sachs: a base moderna
- Instrumentos aerófones: produzem som por vibração de ar.
- Instrumentos chordófones: produzem som por vibração de cordas.
- Instrumentos membranófones: produzem som por vibração de membrana (geralmente tambores).
- Instrumentos idiófones: produzem som pelo próprio corpo vibrante.
Instrumentos aerófones: o domínio do ar
Nesta família, o som nasce do fluxo de ar que vibra internamente ou em uma superfície. A família dos instrumentos musicais aerófones inclui desde flautas simples até complexas saxofones e trompetes.
Subgrupos dentro dos aerófones
- Flautas e transversoes: o ar é direcionado contra uma borda, como na flauta traversa.
- Oboés e clarinetes: um material oscila entre o bocal, criando som (são instrumentos de dupla ou simples membrana interna).
- Trompetes e tubas: o som surge dos lábios do músico sobre um bocal, ganhando timbre pela embocadura.
Instrumentos chordófones: a importância das cordas
A família dos instrumentos musicais chordófones encanta pelo contato direto com as cordas, sejam elas pizzicadas, rasgadas ou sopradas. Violinos, guitarras, harpas e cravos são exemplos que unem técnica e expressão melódica.
Tipos de produção de som
- Com arco (violinos, cellos, contrabaixos): o arco esfrega as cordas para produzir vibração contínua.
- Com dedos ou palheta (guitarra, bandolim, alpente): o som surge da agitação direta das cordas.
- Com percussão das cordas (piano, cravinho): as cordas são atingidas por martelos mecânicos.
Instrumentos membranófones: o ritmo pulsante
Membrana vibrante define esta categoria da família dos instrumentos musicais. Tambores de pele, fibra ou material sintético respondem a batidas, palmas e varas, dando ritmo a praticamente todos os estilos musicais.
Variações de construção
- Tambores de mão: como o tamborim, usado em pagode e samba.
- Tambores com aro móvel: ativam ou tensionam a pele com parafusos.
- Instrumentos de dupela membrana: como o próprio tamborim, que pode ter duas peles.
Instrumentos idiófones: o som do próprio corpo
Na família dos instrumentos musicais idiófones, a peça em si vibra para produzir o som, sem cordas, membranas ou colheita de ar. Exemplos vão desde o xilofone até o sino e o agogô, passando por diversos instrumentos de percussão melódica.
Tipos comuns
- Xilofone, vibrafone, maracatu: madeira ou metal batidos com mallets.
- Sinos e cascarrinhos: usados para realces e texturas.
- Agogô, reco-reco, abrolhos: elementos rítmicos de tradições populares.
Como identificar a família de um instrumento
Reconhecer a família ajuda desde a prática até a compra de acessórios. Basta observar a fonte do som:
- Se o som vem de soprar, é um aerófone.
- Se há cordas sendo tocadas ou pizzicadas, é um chordófone.
- Se é feito com batidas em pele ou madeira, pode ser membranófone ou idiófone.
Conexão com estilos musicais e prática
Cada família tem protagonista em contextos específicos. Uma família dos instrumentos musicais bem equilibrada aparece em orquestras, mas também em grupos de pagode, bandas de rock e ritmos eletrônicos. Estudar as famílias auxilia na escolha do primeiro instrumento, na interpretação de partituras e na comunicação com outros músicos.
Dicas iniciais para escolher seu instrumento
- Teste soprar, tocar com as mãos ou com baixo custo inicial.
- Considere o estilo que mais gosta: samba, choro, rock, eletrônico, clássico.
- Busque orientação com professores ou lojistas especializados para evitar gastos desnecessários.
Perguntas frequentes sobre a família dos instrumentos musicais
Qual a diferença entre idiófone e membranófone?
O membranófone depende de uma membrana (pele ou material sintético) que vibra, como em tambores. O idiófone vibra por si só, como um xilofone ou sino, sem uso de membrana nem cordas.
Onde o piano entra nas famílias?
O piano é um chordófone, pois produz som pelo movimento de cordas internas, ativadas por martelos que respondem à tecla.
Um acordeon pertence a que família?
O acordeon pode ser classificado como aerófone livre, pois o som surge do ar que vibra em palhetas ou soprando diretamente em簧片 (órgão de botões ou teclado). A classificação exata varia, mas geralmente fica entre aerófone e eletroacústico, dependendo do modelo.
Como a classificação afeta o aprendizado?
Entender a família ajuda a direcionar técnicas, acessórios e repertório. Um iniciante em chordófone pode focar em afinação e digitação, já quem parte de aerófone dedica atenção à respiração e controle de som.
Existem instrumentos que não cabem em nenhuma família?
Instrumentos eletrônicos e digitais muitas vezes são adaptados em mais de uma família pelo modo de produção. Porém, a família dos instrumentos musicais tradicional continua sendo a base para interpretação, teoria e prática musical.
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