Atividade De Concordancia Verbal
A atividade de concordância verbal é um dos pilares fundamentais para quem quer falar e escrever português com precisão. Trata-se do ajuste correto do verbo com o sujeito, respeitando número e pessoa, e ela aparece em praticamente todos os contextos: desde o português formal até a comunicação do dia a dia. Dominar a concordância verbal ajuda a evitar mal-entendidos, a deixar a mensagem mais clara e a demonstrar competência linguística em provas, no trabalho e na conversação.
Regras Básicas da Concordância Verbal
A base da atividade de concordância verbal está no entendimento de como o verbo se adapta ao sujeito na frase. No português, o verbo indica, além da ação, a pessoa (primeira, segunda ou terceira), o número (singular ou plural) e, em algumas situações, o modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo). A regra geral é simples: o verbo deve concordar com o sujeito em pessoa e número. Por exemplo, quando o sujeito é "eu", usamos formas como "falo", "como" ou "vivo"; quando é "eles", as formas mudam para "falam", "comem" ou "vivem". Em frases simples, isso parece intuitivo, mas surgem desafios quando aparecem sujeitos compostos, indefinidos ou em orações subordinadas adverbiais. Nessas horas, a atividade de concordância verbal exige atenção redobrada para evitar erros como "eles vai" no lugar de "eles vão".
Sujeito Singular e Verbo no Singular
Quando o núcleo do sujeito é singular, o verbo também deve estar em forma singular. Isso parece óbvio, mas a confusão aparece com substantivos que soam no plural, como "trabalho" no sentido de "obrigações", "estudo" no sentido de "horário de estudo" ou "futebol" como esporte. Nessas situações, apesar do som plural, o verbo deve concordar em singular. Outro caso comum são os nomes próprios terminados em "s", como "José", "Carlos" ou "André", que exigem verbo no singular ("Ele estuda", não "eles estudam"). Também são singulares substantivos como "ouro", "madeira", "futebol" quando usados de forma abstrata ou esportiva. Na atividade de concordância verbal, identificar corretamente o núcleo do sujeito é o primeiro passo para escolher a forma verbal adequada.

Sujeito Plural e Verbo no Plural
A concordância torna-se mais evidente quando o sujeito é plural, pois o verbo deve apresentar a marca de plural, geralmente acrescentando "m" ou "r" no infinitivo e "em" na terceira pessoa do plural. Exemplos claros: "eles falam", "elas falam", "vocês falam", "nós falamos". A atividade de concordância verbal também deve levar em conta a forma como o sujeito é expresso: pronomes pessoais ("eles", "elas"), nomes ou substantivos comuns no plural ("os alunos", "as casas", "os pais"). Quando o sujeito é composto por mais de um termo ligados por "e", o verbo costuma ser plural ("João e Maria são", "eu e você precisamos"). Exceções ocorrem quando os sujeitos são tratados como um único grupo ou quando se usa "cada", "todo" ou "qualquer", que mantêm o verbo no singular mesmo com sujeito plural.
Casos Especiais na Concordância Verbal
A atividade de concordância verbal ganha complexidade em situações como sujeitos indefinidos, coletivos e orações subordinadas. Substântivos como "ninguém", "alguém", "todo", "cada", "nenhum" e "outro" exigem verbo no singular, mesmo quando acompanhados de palavras que soam plural, como "todos" ou "vários". Quanto aos coletivos ("grupo", "família", "time"), o verbo pode ser singular ou plural, dependendo de whether o grupo é tratado como unidade ou como indivíduos. Em orações subordinadas adverbiais introduzidas por "sempre que", "assim que", "depois que", o verbo na subordinada normalmente segue a regra de concordância com o sujeito próprio da oração, não sendo regida pelo verbo da principal. Outro desafio está em orações com "se" e construções indiretas, onde a forma verbal deve ser escolhida de acordo com o sujeito real da ação, mesmo havendo mudança de pessoa na oração principal.
Concordância em Orações Coordenadas e Subordinadas
Em orações coordenadas, cada oração tem próprio verbo, que deve concordar com o sujeito daquela oração. Já em orações subordinadas, a atividade de concordância verbal trabalha com regras de subordinação: o verbo da subordinada não é regido pelo verbo da oração principal, mas sim pelo sujeito próprio da subordinada. Por exemplo, em "Ele disse que estava chovendo", o verbo "estava" concorda com "chove", que é o sujeito implícito da subordinada. Em frases como "Se chover, vou sair", o "se" não exige mudança de verbo no subjuntivo no Brasil, então o verbo principal segue a regra de concordância com "eu" ("vou"). Esses casos mostram como a atividade de concordância verbal se estende além da frase simples, exigindo análise sintática para escolher a forma correta.

Exercícios Práticos para Fixação
Para consolidar a atividade de concordância verbal, a prática constante é essencial. Comece identificando o sujeito em frases curtas e anotando a pessoa e o número para depois escolher a forma verbal correspondente. Exercícios de completar com a forma adequada de verbos regulares e irregulares ajudam a fixar os padrões. Em seguida, avance para frases com sujeitos compostos, indefinidos e coletivos, prestando atenção nas exceções. Reescrever trechos com erros de concordância e corrigi-los é uma técnica eficaz para internalizar as regras. A leitura atenta de textos diversos — notícias, contos, artigos — e a marcação das concordâncias verbais neles encontradas também reforço a capacidade de identificação e uso correto.
Perguntas frequentes
O que fazer quando o sujeito é composto por mais de um termo?
Quando o sujeito é composto por dois ou mais termos ligados por "e", o verbo geralmente concorda no plural, a menos que a ideia seja tratada como unidade única ou haja palavras como "tanto" ou "cada" que invertem a concordância.
Como tratar verbos em orações subordinadas após "se" ou "sempre que"?
Em orações subordinadas introduzidas por "se", "sempre que" ou similares, o verbo deve concordar com o sujeito real da ação na subordinada, seguindo as regras de pessoa e número daquela parte da frase.
O que são sujeitos indefinidos e como eles afetam a concordância?
Sujeitos indefinidos como "ninguém", "alguém", "todo", "nenhum" e "outro" exigem verbo no singular, mesmo quando acompanhados por palavras que soam plural, pois o foco é a indeterminação ou a unidade.
Como a atividade de concordância verbal ajuda na escrita profissional?
Dominar a atividade de concordância verbal elimina erros que prejudicam a clareza e a credibilidade da comunicação escrita, garantindo frases bem estruturadas e alinhadas às normas gramaticais em documentos e mensagens profissionais.
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