Atividade Concordancia Verbal E Nominal
Dominar a atividade concordância verbal e nominal é um dos pilares para construir frases corretas, claras e bem estruturadas na língua portuguesa. Trata-se de uma regra gramatical essencial que garante a coesão entre os elementos de uma oração, evitando equívocos e facilitando a compreensão. Este guia detalhado explora desde o conceito básico até os desvios mais comuns, oferecendo orientações práticas para estudantes, profissionais de comunicação e qualquer pessoa que queira refinar seu domínio da língua. Ao longo dos tópicos, você entenderá como identificar sujeitos e núcleos, aplicar os tipos de concordância e resolver as situações mais desafiadoras com segurança.
Conceito básico e importância
A atividade concordância verbal e nominal estabelece que o verbo ou o adjetivo deve estar em número e pessoa em harmonia com o sujeito ou com o núcleo do nome que acompanha. Em termos simples, se o sujeito é singular, o verbo ou o adjetivo também deve ser singular; se o sujeito é plural, a forma correspondente deve ser plural. Essa regra não se apenas ajuda a evitar erros gramaticais, mas também torna a fala e a escrita mais precisas, fluidas e elegantes. Sem ela, frases como "as crianças caminha" ou "o grupo estão feliz" seriam comuns, o que prejudica a clareza e a credibilidade do comunicador.
Identificação do sujeito e núcleo nominal
A base para qualquer análise de concordância é a identificação correta do sujeito, que geralmente indica quem ou o que realiza a ação ou está sob descrição. O sujeito pode ser simples, composto, oculto ou indeterminado, e sua definição exige atenção à estrutura da frase. Após localizar o sujeito, é preciso encontrar o núcleo nominal, ou seja, a palavra que governa o gênero e o número dentro do grupo nominal. Por exemplo, em "as crianças brincam no parque", o sujeito é "as crianças" e o núcleo é "crianças", que é plural, exigindo o verbo "brincam". Em "aquele homem alto sorriu", o núcleo "homem" exige adjetivo singular ("alto") para concordar. Portanto, dominar a identificação do sujeito e do núcleo nominal é o primeiro passo para aplicar a atividade concordância verbal e nominal com acerto.
Sujeito simples versus sujeito composto
O sujeito simples é formado por um único núcleo, como em "O livro interessou a alunos". Já o sujeito composto ocorre quando dois ou mais núcleos são unidos por conectivos, como em "O professor e a diretora estão em reunião". Nesse último caso, a regra geral é concordar com a pluralidade, desde que os núcleos estejam no mesmo gênero e estejam próximos. Se surgirem dúvidas, vale testar a substituição por "eles" ou "elas" para verificar se a forma verbal corresponde.
Tipos de concordância nominal
A atividade concordância verbal e nominal abrange diferentes modalidades, cada uma com regras específicas de aplicação. Entender essas variantes ajuda a evitar erros em situações mais complexas, como orações subordinadas adjetivadas e substantivais. Analisar cada tipo com exemplos claros facilita a fixação e o uso correto na prática.
Concordância com sujeito
Na concordância com sujeito, o verbo ou o adjetivo deve concordar em número e, quando necessário, em gênero com o sujeito. Exemplos claros: "os alunos estudam" (verbo plural), "a aluna estuda" (verbo singular), "as crianças felizes" (adjetivo plural). A chave está sempre alinhar a forma gramatical com o núcleo do sujeito, observando a pessoa, o número e o gênero.
Concordância com objeto direto
Outra situação relevante é a concordância com objeto direto, especialmente quando o objeto é substituído por pronome. Nesse caso, o verbo ou o pronome deve concordar com o objeto, não com o sujeito. Por exemplo, na frase "Eu vejo as amigas", ao substituir "as amigas" por "as", temos "Eu as vejo", mantendo a concordância feminina e plural. Em "Ele convidou Joana e Paula", o pronome correto seria "as convidou", reforçando a importância de analisar o núcleo do objeto.
Regras de concordância verbal
A atividade concordância verbal e nominal também envolve regras específicas para os verbos, que devem concordar com o sujeito em pessoa e número. No presente do indicativo, por exemplo, a maioria dos verbos termina em "-a" para a terceira pessoa do singular ("ele canta") e em "-am" para a terceira pessoa do plural ("eles cantam"). No pretérito perfeito, a concordância se dá pelas terminais "-ei", "-aste", "-ou", "-amos", "-aram", refletindo sujeitos singulares e plural. Verbos irregulares exigem atenção redobrada, pois não seguem padrões convencionais de flexão.
Flexão verbal em diferentes tempos
Em tempos compostos, como o pretérito mais-que-perfeito, a regra continua a mesma: o verbo auxiliar deve concordar com o sujeito. Por exemplo, "eu havia estudado" (primeira pessoa singular) e "nós havíamos estudado" (primeira pessoa do plural). A análise morfológica do verbo, seja em indicativo, subjuntivo ou condicional, é essencial para manter a coerência entre sujeito e verbo, reforçando a clareza e a precisão da comunicação.
Exercícios práticos e dicas de revisão
Fixar os conceitos de atividade concordância verbal e nominal exige prática constante. Recomenda-se estudar frases variadas, identificar sujeitos e núcleos, e reescrever trechos com possíveis erros de concordância como forma de autoavaliação. Manter um caderno com listas de verbos irregulares, substituir pronomes em orações complexas e analisar textos publicitários ou jornalísticos são métodos eficazes. Além disso, revisar regularmente as regras de concordância nominal ajuda a evitar equívocos em situações de provas, concursos públicos ou redações profissionais, garantindo fluência e segurança linguística.
Principais armadilhas comuns
- Sujeito composto com núcleos de gêneros diferentes: geralmente usa-se a forma masculina plural.
- Substantivos coletivos podem ser singulares ou plurais dependendo do contexto.
- Pronomes de tratamento ("você", "tu") exigem atenção à escolha da forma verbal adequada.
- Omissão de artigos ou adjetivos pode mascarar a verdadeira concordância necessária.
Perguntas frequentes
O que fazer quando o sujeito é um substantivo seguido de adjetivo?
Nesse caso, o núcleo do sujeito é o substantivo, e o adjetivo deve concordar com ele em gênero e número. Por exemplo, "a casa branca" e "as casas brancas", onde "branca" ou "brancas" concordam com "casa" ou "casas".
Como tratar sujeitos compostos com ligações orativas?
Quando os sujeitos são unidos por "ou", "nem nem" ou "seja...seja", geralmente a concordância segue o núcleo mais próximo do verbo. Exemplo: "Ninguém ou alunos estão presentes", onde "alunos" (próximo) exige verbo plural.

É preciso concordar em nomes contábeis e incontábeis?
Sim, a regra se aplica igualmente. Nomes incontáveis podem ser tratados como singulares ou plural, conforme o contexto. Exemplo: "O arroz está pronto" (singular) versus "Os arrozes estão cozidos" (plural), quando nos referimos a diferentes tipos ou porções.
Exercícios de concordância nominal e verbal
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